Olhava para ti como quem olhava um céu estrelado, ou o horizonte, ambos longínquos , eternamente inalcançáveis, mas igualmente belos.
Eras tudo para mim. Por ti era capaz de tudo, mas nada fiz...
Vi-te fugir, quando te tomava por certa. Pensava que ias durar para sempre, aqui do meu lado, mas enganei-me.
Fui um tonto, eu sei, mas ter-te assim tão perto, e duma maneira assim tão forte, toldou-me os pensamentos, e quando dei por mim estava só.
Costumava pensar que eras inatingível, e que aproximar-me de ti, seria uma ousadia. Como se me estivesse a por em bicos de pés, à espera que, do alto do teu pedestal, reparasses em mim.
Até que os nossos olhares se cruzaram, e a empatia nasceu.
A empatia trouxe a amizade, e amizade conduziu-nos ao amor... Esse amor que nos uniu, e que tão depressa nos apartou.
Agora continuo aqui, em bicos de pés, com a esperança de que te lembres de mim, e o que teu olhar pouse no meu...
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