Faz tempo que o tempo passou por nós.
Passou a correr, como quem foge de algo ou alguém.
Todos os dias e todas as horas que estive contigo, o tempo estava lá. E sem dar-mos por ela, foi passando e passando, como se quisesse dar-nos uma segunda primeira oportunidade.
Será que a culpa foi minha? Será que foi tua? O interesse é nulo.
Apenas queria que esse tempo, tivesse tempo para passar por nós outra vez.
Se passará ou não, aqui estou eu para descobrir.
Esse tempo que não é tempo, mas que faz tempo que passou por aqui.
O tempo de sorrir, o tempo de segredar, o tempo de olhar, o tempo de sentir...
O tempo de amar...
sexta-feira, agosto 26, 2005
quinta-feira, agosto 25, 2005
A Morte Saiu à Rua
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome p'ra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação.
José Afonso, 1972 em "Eu vou ser como a toupeira".
Canção dedicada ao escultor/pintor Dias Coelho assassinado pela PIDE.
Naquele lugar sem nome p'ra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação.
José Afonso, 1972 em "Eu vou ser como a toupeira".
Canção dedicada ao escultor/pintor Dias Coelho assassinado pela PIDE.
O tempo a dirá...
As palavras não saiem facilmente quando estou perto de ti.
Os verbos não "verbalizam", os adjectivos não "adjectivam", e eu, simplesmente, não sou eu.
Há tanta coisa em ti que me atrai, e outra tanta que me afasta.
Será amor, será ódio? Será prazer ou repulsa?
Num segundo digo que te quero, e num segundo digo que não.
Num segundo te beijo, num segundo te afasto.
Não sei viver sem ti, mas estar contigo é impossível.
Merda de vida esta que nos afasta e nos junto a seu belo prazer.
"Que fazer?" é a pergunta.
A resposta???
O tempo a dirá...
terça-feira, agosto 09, 2005
Em bicos de pés...
Olhava para ti como quem olhava um céu estrelado, ou o horizonte, ambos longínquos , eternamente inalcançáveis, mas igualmente belos.
Eras tudo para mim. Por ti era capaz de tudo, mas nada fiz...
Vi-te fugir, quando te tomava por certa. Pensava que ias durar para sempre, aqui do meu lado, mas enganei-me.
Fui um tonto, eu sei, mas ter-te assim tão perto, e duma maneira assim tão forte, toldou-me os pensamentos, e quando dei por mim estava só.
Costumava pensar que eras inatingível, e que aproximar-me de ti, seria uma ousadia. Como se me estivesse a por em bicos de pés, à espera que, do alto do teu pedestal, reparasses em mim.
Até que os nossos olhares se cruzaram, e a empatia nasceu.
A empatia trouxe a amizade, e amizade conduziu-nos ao amor... Esse amor que nos uniu, e que tão depressa nos apartou.
Agora continuo aqui, em bicos de pés, com a esperança de que te lembres de mim, e o que teu olhar pouse no meu...
Subscrever:
Comentários (Atom)